Mercado financeiro tem dia de cautela com dólar a R$ 5,13 e queda de 0,93% na bolsa

Dólar cai a R$ 5,13 com ajuste no mercado, enquanto Ibovespa recua 0,93% em dia de cautela com cenário fiscal e agenda internacional.

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© Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro apresentou um comportamento divergente nesta segunda-feira (6), marcado por um movimento de ajuste de posições entre os investidores. Enquanto o dólar manteve sua trajetória de desvalorização pela terceira sessão consecutiva, atingindo o menor patamar em quase três semanas, a bolsa de valores nacional registrou queda, descolando-se do otimismo observado nos mercados estadunidenses.

Dólar em queda e o cenário cambial

O dólar comercial encerrou o pregão cotado a R$ 5,132, consolidando o menor valor de fechamento desde 17 de junho. A ausência de indicadores econômicos domésticos de peso permitiu que o mercado de câmbio fosse guiado majoritariamente por influências externas e pela força das commodities, como soja e minério de ferro, que impulsionam o fluxo de entrada de moeda estrangeira no país.

A desvalorização da moeda americana frente ao real também foi sustentada por um cenário de maior liquidez global. Com o resultado desta segunda-feira, a divisa acumula uma queda de 0,60% apenas nos primeiros dias de julho, totalizando uma retração de 6,50% no acumulado de 2026.

Desempenho do Ibovespa e cautela doméstica

Diferente do câmbio, o Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia com recuo de 0,93%, fixando-se em 172.447,58 pontos. O movimento de baixa ocorreu mesmo com o desempenho positivo das bolsas nos Estados Unidos, onde o setor de tecnologia e inteligência artificial continua atraindo o capital global, muitas vezes em detrimento de mercados emergentes como o brasileiro.

A cautela dos investidores locais é alimentada por fatores como a proximidade das eleições de 2026 e as incertezas sobre a política fiscal para o período pós-2027. Além disso, o início da audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos sobre práticas comerciais brasileiras adicionou uma camada extra de preocupação ao ambiente de negócios.

Expectativas para a agenda econômica

Os próximos dias serão decisivos para definir o tom dos ativos financeiros. A atenção do mercado está voltada para a divulgação da ata da reunião do Federal Reserve (Fed), prevista para quarta-feira (8), que deve fornecer pistas sobre a trajetória dos juros na maior economia do mundo. Adicionalmente, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que será divulgado na sexta-feira (10), servirá como termômetro para a inflação interna.

Pressão sobre o mercado de petróleo

No setor energético, os preços do petróleo registraram leve queda no mercado internacional. O barril do tipo Brent fechou a US$ 71,99, enquanto o WTI encerrou cotado a US$ 68,55. A pressão vendedora foi motivada pela decisão da Opep+ de elevar a produção a partir de agosto e pela normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, além de negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.

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