O Ministério da Fazenda intensificou o cerco contra o mercado clandestino de apostas no Brasil ao notificar 37 fintechs suspeitas de intermediar recursos para casas de apostas sem autorização. A ação, conduzida pela Secretaria de Prêmios e Apostas em parceria com a Receita Federal, exige que as instituições financeiras interrompam imediatamente qualquer relação comercial com essas plataformas, sob pena de responsabilização solidária e multas severas.
Ação contra fintechs e o combate às bets ilegais
A ofensiva governamental visa desmantelar a infraestrutura financeira que sustenta o jogo irregular no país. Segundo dados oficiais, as instituições notificadas movimentaram recursos de aproximadamente 160 casas de apostas não licenciadas, operando por meio de milhares de sites. O governo federal já contabiliza a retirada do ar de mais de 54 mil páginas irregulares, em uma operação conjunta que conta com o suporte técnico da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Prazo de adequação e bloqueio de ativos
As fintechs possuem um prazo limite até 28 de agosto para se adequarem às diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Após esse período, as instituições deverão efetuar o bloqueio de todas as contas vinculadas às empresas de apostas notificadas em um intervalo de até 24 horas. Os valores retidos nessas operações ficarão indisponíveis e, conforme a legislação vigente, poderão ser destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública.
Contexto regulatório e mercado clandestino
A medida fundamenta-se em um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que confere autoridade à Secretaria de Prêmios e Apostas para atuar diretamente sobre os fluxos financeiros do setor. Estima-se que entre 41% e 51% das plataformas acessadas por brasileiros operem sem licença, impactando cerca de 25,2 milhões de usuários. O governo busca, com essa regulação, forçar a migração para um mercado formal que cumpra exigências como o pagamento de outorga de R$ 30 milhões, manutenção de sede no país e adoção de políticas de jogo responsável.
Para mais detalhes sobre as normas vigentes, consulte a resolução do Conselho Monetário Nacional que baliza as novas obrigações das instituições financeiras.




