Enem 2026 terá suporte psicológico e novas normas de acessibilidade para inscritos
Enem 2026 estreia apoio emocional para ansiedade e TOC, além de novas regras de acessibilidade para mais de 138 mil solicitações confirmadas.
Resumo da notícia
- O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 traz novidades importantes para garantir a inclusão de todos os participantes.
- Estudantes que utilizam ou necessitam de recursos de acessibilidade apontam que o maior desafio muitas vezes não é a prova em si, mas o ambiente.
- A psicopedagoga Giselle de Oliveira Araújo ressalta que estudantes neurodivergentes precisam conhecer suas próprias necessidades e utilizar estratégias adequadas para funcionar bem.
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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 traz novidades importantes para garantir a inclusão de todos os participantes. Pela primeira vez, candidatos com histórico de crises de ansiedade ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) podem contar com um acompanhante ou cão de apoio emocional durante as provas. A medida inédita busca oferecer suporte e estabilização em salas reservadas e monitoradas por fiscais.
Para ter direito ao atendimento especializado, o candidato precisou fazer a solicitação no momento da inscrição e obter a aprovação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O ministro da Educação, Leonardo Barchin, destacou em entrevista à Agência Brasil a relevância da presença de um familiar para auxiliar em necessidades repentinas durante a aplicação.
Esta edição do exame registra 138.329 solicitações de atendimento especializado confirmadas. Outro destaque é a inclusão de pessoas com fibromialgia entre os perfis que motivam pedidos de acessibilidade. Os dados oficiais mostram que o déficit de atenção lidera os pedidos, seguido por candidatos com Transtorno do Espectro Autista, baixa visão e deficiência intelectual.
Relatos e desafios dos estudantes
Estudantes que utilizam ou necessitam de recursos de acessibilidade apontam que o maior desafio muitas vezes não é a prova em si, mas o ambiente. Maria Clara Gonçalves, de 18 anos, moradora de Cotia (SP), tem Transtorno do Déficit de Attention com Hiperatividade (TDAH) e prefere salas reduzidas para minimizar distrações geradas pelo movimento e ruído de outros participantes.
Isabella Magalhães, de 25 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista nível 2, fez a prova em 2017 com atendimento especializado. Ela reforça que a sensibilidade do governo em adaptar o exame melhora significativamente a experiência de quem lida com a sobrecarga de estímulos sensoriais e o longo tempo de permanência no local de avaliação.
Estratégias e orientação especializada
A psicopedagoga Giselle de Oliveira Araújo ressalta que estudantes neurodivergentes precisam conhecer suas próprias necessidades e utilizar estratégias adequadas para funcionar bem. Entre as recomendações práticas para manter o foco estão apoiar os pés no chão, respirar lentamente, relaxar os ombros e realizar pequenas pausas guiadas pelos sinais de cansaço mental.
A especialista lembra que qualquer técnica deve ser testada previamente em simulados para garantir que traga conforto e respeite as normas do exame. O objetivo é permitir que os candidatos demonstrem seus conhecimentos sem a exigência de funcionar exatamente da mesma forma que os demais participantes.
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